O Elias deste dia é o Senhor Jesus
Analisando o ensino de William Branham sobre Lucas 17:30
William Branham foi um dispensacionalista. Sendo assim, ele ensinou que o evangelho estava dividido em sete dispensações. Em cada uma delas, Deus teria enviado um mensageiro com revelações específicas para aqueles que estariam predestinados a receber esses respectivos mistérios.
Segundo a escatologia de Branham, o último mensageiro seria o restaurador da Noiva de Cristo — mas, na visão dele, não apenas um homem comum. Baseando-se em interpretações particulares de alguns versículos, ele ensinou que o mensageiro da última dispensação seria: Elias, conforme Malaquias 4:5; o sétimo anjo, segundo Apocalipse 10:7; e a manifestação do Filho do Homem, conforme Lucas 17:30.
Neste artigo, vamos analisar a interpretação de Branham a respeito do texto de Lucas 17.
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Além de ensinar que o mensageiro do último dia seria Jesus Cristo — ou seja, o próprio Filho do Homem em um corpo humano para cumprir o ministério de Elias — Branham também ensinou que isso já havia se cumprido.
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Em resumo, Branham acreditava que Jesus se manifestaria na terra através de um homem, cumprindo um ministério profético descrito em Malaquias 4:5. Essa manifestação ocorreria entre Jesus como Filho de Deus e Jesus como Filho de Davi, ou seja, antes da vinda gloriosa de Cristo, havendo uma “manifestação em carne” para um povo selecionado. Segundo ele, é isso o que Lucas 17:30 ensina.
Mas será que, ao lermos o contexto de Lucas 17, confirmamos essas declarações do “profeta”?
O Ensino de Jesus Cristo
Em Lucas 17, a partir do versículo 20, vemos os fariseus interrogando Jesus sobre a vinda do Reino de Deus. Ele responde:
“O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! Porque o Reino de Deus está entre vós.” Lucas 17:20-21 (ACF)
Depois, voltando-se aos discípulos, Jesus acrescenta:
“Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem, e não o vereis. E vos dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! Não vades, nem os sigais; porque, como o relâmpago, que brilha de uma extremidade do céu até à outra, assim será também o Filho do Homem no Seu dia.” Lucas 17:22-24 (ACF)
Aqui está o ponto crucial:
• Jesus prevê que desejaríamos Sua vinda;
• Anuncia que haveria falsos anúncios: “Ei-lo aqui! Ei-lo ali!”;
• Ordena que não sigamos tais anúncios, pois Sua manifestação será universal, visível e inegável, como um relâmpago de um lado ao outro do céu.
Em seguida, Jesus compara Sua vinda aos dias de Noé e Ló:
“E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem... Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló... Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.” Lucas 17:26-30
Note que todas as comparações — relâmpago, dilúvio, chuva de fogo — são fenômenos que ocorrem no céu, visíveis a todos.
A contradição
Branham isolou Lucas 17:30 do contexto e construiu sobre ele um ensino oposto ao que Jesus declarou. Jesus disse que não devemos seguir anúncios de manifestações locais e secretas. Branham disse exatamente o contrário: que havia uma manifestação especial, secreta e localizada (em um suposto ministério de Elias), anterior à vinda visível.
Se Jesus disse que não seria assim, e Branham disse que é assim, então um dos dois está errado. Não há como ambas as afirmações serem verdadeiras.
O alerta apostólico
Essa postura de Branham o coloca no exato perfil que Jesus advertiu em Lucas 17:23. O apóstolo João reforça:
“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.” 1 João 2:18 (ACF)
Os anticristos não negam Jesus de forma aberta, mas trazem um ensino diferente daquele que Ele deixou, apresentando uma “nova revelação” em oposição ao evangelho original.
Conclusão
Os seguidores de Branham muitas vezes não querem lidar com o “elefante na sala”: os ensinos do “profeta” contradizem as palavras de Cristo. Isso revela um problema de idolatria doutrinária. Diante de um ensino que contraria Jesus, muitos escolhem Branham.
Mas quem morreu na cruz e ressuscitou foi Jesus Cristo, não William Branham. Por isso, é a Cristo que devemos permanecer fiéis.
Voltemos ao Deus das Escrituras e abandonemos os ídolos, pois não há vitória fora da verdade.
“...diante dos vossos inimigos não podereis resistir enquanto não tirardes o anátema do vosso meio.”Josué 7:13 (ACF)
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